Entendendo o processo de BI

Por ser um conceito abstrato e intangível, o BI (Business Intelligence) é um pouco difícil de ser compreendido. Mas, na realidade, é algo simples. Este termo foi criado pelo Gartner Group (líder mundial em pesquisa e consultoria), que o define como “um termo genérico que inclui aplicações, infraestrutura, ferramentas e melhores práticas que permitem o acesso e a análise de informações para otimizar decisões e desempenho”.

Como o ritmo de produção de dados nas empresas cresce cada vez mais, é importante contar com formas de conseguir unir, processar e extrair conteúdos úteis do meio de cada cliente. Assim, os gestores conseguem avaliar o desempenho de sua empresa tanto com uma visão microambiente, quanto uma visão macro ambiental.

Qual é a estruturação de BI?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o BI não é apenas ferramentas de integração de dados ou visualizações de dashboards, mas trata-se de entregar a informação certa para a pessoa certa no tempo certo. Para isso, existe um processo de coleta de dados, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte à gestão de negócios. Essa é a base para entender a estruturação de como tudo funciona no BI. Veja como esse processo acontece:

1. Coleta de dados: extração dos principais KPIs do segmento de cada cliente. Observação: caso o seu negócio contenha áreas específicas, é importante extrair dados com as informações gerais e detalhadas de cada área. Tendo, assim, visões de evolução mensal, anual, MoM, YoY ou até mesmo comparação de dimensões específicas.

2. Organização: criar dashboards com visão geral do seu negócio e visões separadas por área. O principal intuito das dashboards é demonstrar, de forma organizada, os dados necessários para otimizar as tomadas de decisões. 

Observação: escolher o tipo de gráfico ideal para a apresentação dos dados é muito importante, pois devem ser de fácil interpretação. No entanto, é muito importante atentar-se à repetição dos formatos destes gráficos, pois pode tornar-se cansativo aos olhos de um analista, além de não combinar com todos os tipos de resultados apresentados.

3. Análise: para determinar as análises de dados, você usará como base os resultados extraídos e organizados na dashboard. Caso os dados apresentados estejam ruins, é necessário repensar a estratégia. Para indicadores de vendas  abaixo da meta, é preciso agir. Se os números mostram que as ações de marketing digital não estão gerando os resultados esperados, deve-se avaliar as personas do negócio ou estudar as categorias e produtos trabalhados conforme a sazonalidade de cada um.

Observação: para decidir como agir é necessário, antes de mais nada, compreender os dados.

Como saber se o processo realmente está funcionando?

Quando as pessoas olham a dashboard e em segundos obtêm uma visão completa sobre a evolução do negócio, sendo capazes de tomar decisões com base em dados, pode-se dizer que o processo está funcionando. Assim, uma decisão tomada a partir de números torna-se muito mais concreta, ao invés de valer-se em achismos. Afinal, os dados nunca mentem.

Vale ressaltar que o BI vai além do que foi dito aqui. Engloba processos, pessoas, culturas, gestão da informação, negócios e muitos outros aspectos. O importante é entender que o propósito é simples – e realmente é – mas possui importância estratégica para o negócio. Basicamente, podemos dizer que o BI transforma dados brutos em informações úteis e estratégicas para a evolução de um negócio.

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Bárbara Sena
Bacharel em Publicidade e Propaganda, com ênfase em estatística, atuando há mais de 2 anos no mercado digital. Responsável pela área de Business Intelligence, fornecendo dados para obter uma melhor compreensão das situações que os representam, gerenciando assim relatórios de performance para grandes clientes de diversos segmentos.
2018-08-17T14:35:43+00:00 By |Fidelização|